A mediação como forma de expandir os universos criativos da arte e da engenharia
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Resumo
A escultura contemporânea se alimenta cada vez mais dos avanços em materiais e processos oriundos da ciência, da engenharia e da tecnologia. Esses avanços, originalmente desenvolvidos para fins industriais ou de uso cotidiano, possibilitam o surgimento do mediador técnico-artístico, que estabelece uma comunicação estratégica capaz de compreender, transmitir e transformar as necessidades do artista em possibilidades tangíveis, por meio da utilização dos recursos disponíveis no setor industrial próximo. Essa comunicação flui em ambas as direções: o mediador gerencia o processo, envolve ambas as partes, minimiza preconceitos e promove o reconhecimento dos limites. Dessa forma, alcança-se uma abertura para o aprendizado e a ampliação de conhecimentos, o que gera a confiança necessária para se aventurar na construção de uma nova obra. Consequentemente, a escolha de materiais e objetos adquire um significado mais profundo, e ampliam-se as possibilidades criativas tanto para o artista quanto para a inovação técnica. No contexto local, Arte + Ingeniería, uma empresa cultural com base na engenharia, contribuiu para a produção de mais de 200 obras de arte para artistas nacionais. A empresa se dedica à mediação técnico-artística, analisada à luz da Teoria das Mediações, de Jesús Martín-Barbero, dos princípios propostos por Eduardo Ruiz e do modelo de Sandra Massini para a análise da comunicação estratégica. O artigo explora os conceitos fundamentais desses autores e sua relação com as obras produzidas, destaca a importância da mediação técnico-artística e apresenta a Teoria das Mediações como uma possível guia de compreensão.
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