O mercado de trabalho argentino na pós-conversibilidade (2003-2015): entre a crise neoliberal e os limites estruturais da economia
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Resumo
O artigo propõe estudar a evolução do mercado de trabalho argentino na pós-conversibilidade, bem como suas principais transformações. Para isso, analisam-se diferentes variáveis (emprego, salário, qualidade do vínculo empregatício, evolução do setor informal urbano), considerando a renda da terra e a defasagem de produtividade da economia argentina como determinantes estruturais do processo de acumulação de capital argentino. Os resultados mostram uma reversão significativa das tendências que operaram desde meados da década de 1970, particularmente até a década de 1990, de modo que o período fechou com níveis substancialmente melhores. No entanto, esta recuperação estagnou no período 2011-2012, que, a partir de uma perspetiva de longo prazo, mostra uma população trabalhadora atravessada por uma diferenciação nas suas condições de reprodução, muito mais profunda do que as que existiam no passado.