Desigualdade de renda na Colômbia: reavaliação dos efeitos do gasto público e a oferta de educação
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Resumo
A desigualdade de renda na Colômbia mostrou uma redução média de 9.26 % no período entre 2008 a 2018. Porém, o coeficiente de Gini coloca a Colômbia como o segundo país mais desigual da América Latina, com um gasto público em educação com uma porcentagem de 4,5 % do PIB (décimo segundo lugar), taxas de desemprego crescente e uma oferta educativa do ensino médio pequena. É muito importante reflexionar sobre como se distribui os recursos e como são os meios para reduzir a desigualdade, embora não seja de maneira eficiente, desde que aumentar a oferta educativa gera efeitos diferenciados. Julgamos um modelo de dados de painel de controle da endogeneidade para vinte e três estados da Colômbia e Bogotá D.C. Os resultados indicam que os gastos com educação reduze a desigualdade, pero é inelástico (β = -0.05) e está associado com gasto improdutivo. Em termos de oferta de educação, a educação infantil aumenta a desigualdade, a educação média reduze a desigualdade, enquanto a educação superior é quase perfeitamente inelástica (β = -0,004). A estratégia para diminuir a desigualdade no é aumentar os gastos públicos, senão aumentos que visam o fortalecimento dos mecanismos para melhorar a oferta de educação.
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