DETERMINANTES DO CRESCIMENTO ECONÔMICO EM MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DIFERENTES PORTES POPULACIONAIS: UMA ANÁLISE EMPÍRICA PARA O PERÍODO DE 2000 A 2020
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Resumo
Com objetivo de avaliar se a heterogeneidade entre municípios brasileiros com diferentes portes populacionais demandaria estímulos específicos ao crescimento econômico local, utilizou-se um painel-espacial com variáveis de controle, dummies interativas e dados referentes aos anos de 2000, 2010 e 2020. Estimou-se que a efetividade e a significância das variáveis testadas diminuem conforme aumenta a faixa populacional; logo, haveria mais espaço para intervenções econômicas nos municípios menores. Em locais com até 25 mil habitantes, ter vizinhos mais populosos revelou-se favorável; no entanto, isso se tornaria prejudicial àqueles com 25 a 50 mil habitantes. Investimentos públicos, melhorias na educação e menor proporção de jovens na população impulsionariam a economia de municípios com até 50 mil habitantes. A especialização produtiva mostrou-se vantajosa para locali dades com até 100 mil habitantes. Enquanto a falta de saneamento básico prejudicaria municípios de pequeno e médio porte. A concentração industrial e de serviços beneficiaria locais com menos de 500 mil habitantes, mas a dependência da administração pública seria um entrave. O crédito bancário favoreceria municípios com 50-500 mil habitantes e os gastos correntes poderiam beneficiar todas as faixas populacionais. Portanto, cada município parece demandar políticas específicas voltadas à resolução dos problemas típicos do porte populacional ao qual pertence.
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