PADRÕES ESPACIAIS DAS TAXAS DE ROUBO NO ESTADO DE SÃO PAULO: UM ESTUDO PARA O ANO DE 2024
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Resumo
A criminalidade urbana, em especial os crimes contra o patrimônio, constitui um dos principais desafios enfrentados pela segurança pública no Brasil, apresentando forte heterogeneidade territorial. Nesse contexto, compreender a distribuição espacial dos roubos torna-se fundamental para subsidiar políticas públicas mais eficazes e direcionadas. Este artigo investiga os padrões espaciais das taxas de roubo no estado de São Paulo no ano de 2024, com o objetivo de identificar a existência de agrupamentos espaciais bem como possíveis efeitos de inércia temporal. Para tanto, utiliza-se a Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), por meio das estatísticas I de Moran Global e local (LISA), além da aplicação de um modelo ANOVA espacial, com e sem defasagens temporais. Os resultados evidenciam uma forte autocorrelação espacial positiva, com concentração de elevadas taxas de roubo na Região Metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista. Adicionalmente, observa-se persistência temporal desses padrões espaciais, sobretudo nos clusters de alta criminalidade. Os testes diagnósticos indicam a presença de autocorrelação nos resíduos e heterocedasticidade, sugerindo a necessidade de empregar modelos espaciais mais robustos, como SAR e SEM, em análises futuras.
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