Transculturalidad mediática: una propuesta conceptual a partir de videos de reacción

Contenido principal del artículo

Davi Rebouças

Resumen

En la sociedad contemporánea, las narrativas que emergen y se difunden en los espacios digitales desempeñan papel fundamental en la creación y transformación de culturas, así como en la forma en que las personas las interpretan. El estudio presenta la noción de transculturalidad mediática como reflejo del cotidiano mediático, donde se producen interacciones entre diferentes culturas en los entornos digitales, lo que resulta en la incorporación de características de unas a otras en ese mismo espacio. Se destaca la influencia de agentes humanos y no humanos en esta dinámica de (trans)formación cultural a escala global. Para demostrar ese proceso, el estudio utiliza videos de reacción de extranjeros a bienes culturales brasileños disponibles en YouTube. Las reacciones son un género nativo digital cuyo propósito es exponer la reacción del protagonista del video ante un objeto o tema. El estudio adopta un enfoque cualitativo y utiliza el método bibliográfico, abordando temas como mediatización, cultura, plataformización y YouTube como fenómeno cultural. Además, presenta reflexiones basadas en observaciones no participantes en el universo de esos videos. Para construir una base teórica sólida, las discusiones incluyen contribuciones de autores como Bhabha, Canclini, Couldry, Hepp, Hall, Hjarvard, entre otros. El estudio resalta la necesidad de un enfoque crítico al analizar esas narrativas, considerando el papel de los algoritmos en la selección y promoción de contenidos, así como la influencia de las estrategias de monetización en la producción de narrativas que tratan de aspectos culturales. Los hallazgos indican que los videos funcionan como un vehículo de transculturalidad, facilitando el intercambio y la transformación cultural entre los participantes del mundo digital.

Detalles del artículo

Cómo citar

Rebouças, D. (2024). Transculturalidad mediática: una propuesta conceptual a partir de videos de reacción . Anagramas Rumbos Y Sentidos De La Comunicación, 23(46), 1-23. https://doi.org/10.22395/angr.v23n46a15

Referencias

Anderson, B. (2008). Comunidades imaginadas: Reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo (D. Bottman, Trad.). Companhia das Letras.

d’Andréa, C. (2020). Pesquisando plataformas online: conceitos e métodos. EDUFBA.

Araújo, W. F. (2017). As narrativas sobre os algoritmos do Facebook: uma análise dos 10 anos do feed de notícias(tese de doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/157660

Barros, L. M. (2012). Recepção, mediação e midiatização: conexões entre teorias europeias e latino-americanas. In M. Â. Mattos, J. Janotti Junior & N. Jacks (Orgs.), Mediação e midiatização. EDUFBA; COMPÓS

Benveniste, É. (2005). Problemas de Lingüística Geral (Vol. 1) (M. G. Novak & M. L. Neri, Trad.) Pontes. (Obra original publicada em 1966)

Bhabha, H. (1998). O local da cultura. (M. Ávila, E. L. L. Reis & G. R. Gonçalves, Trad.) EdUFMG.

Bhatt, S. (2021, 7 de janeiro). How Reaction Videos Took Over The Content Universe Amid The Pandemic. The Economic Times. https://economictimes.indiatimes.com/tech/technology/thephenomenon-that-is-reaction-videos-on-youtube-and-in-india/articleshow/80144051.cms

Braga, J. L. (2006). Mediatização como processo interacional de referência. Animus, 5(2). https://periodicos.ufsm.br/index.php/animus/article/viewFile/6693/4050

Burgess, J., & Green, J. (2018). YouTube: Online Video and Participatory Culture (2ª ed.). Polity.

Canclini, N. G. (2015). Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da Modernidade (4ª ed.). (H. P. Cintrão, A. R. Lessa & G. Andrade, Trads.). Editora da USP.

Costa, R. R. (2016). A interface como prática discursiva em redes sociotécnicas: um estudo no YouTube (tese de doutorado). Universidade Federal do Ceará, Fortaleza. https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/20093

Couldry, N., & Hepp, A. (2020). A construção mediada da realidade (L. Araújo, Trad.). Ed. Unisinos.

DaMatta, R. (1986). O que faz o brasil, Brasil? Editora Rocco.

Fairclough, N. (2012). Análise Crítica do Discurso como método em pesquisa social científica. (I. F. Melo, Trad.). Linha d’Água, 25(2), 307-329. https://doi.org/10.11606/issn.2236-4242.v25i2p307-329

Fragoso, S., Recuero, R., & Amaral, A. (2011). Métodos de pesquisa para internet. Sulina.

Freyre, G. (2016). Interpretação do Brasil: aspectos da formação social brasileira como processo de amalgamento de raças e culturas (1ª ed.). Global Editora.

Han, B. (2019). Hiperculturalidade: cultura e globalização (G. S. Philipson, Trad.). Vozes.

Hjarvard, S. (2014a). A midiatização da cultura e da sociedade (A. G. Vieira, Trad.). UNISINOS.

Hjarvard, S. (2014b). Midiatização: conceituando a mudança social e cultural. MATRIZes, 8(1), 21-44. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v8i1p21-44

Ianni, O. (2003). Enigmas da Modernidade-Mundo (3ª ed.). Civilização Brasileira.

Kyncl, R., & Peyvan, M. (2019). Streampunks: o youtube e os rebeldes que estão transformando as mídias (C. G. Duarte, Trad.) Best Business.

Livingstone, S. (2008). On the mediation of everything. ICA Presidential Address.

Martín-Barbero, J. (1997). Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia (R. Polito & S. Alcides, Trads.). Editora UFRJ.

Martín-Barbero, J. (2009). Uma aventura epistemológica. MATRIZes, 2(2), 143-162. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v2i2p143-162

Martino, L. M. S. (2015). Teoria das mídias digitais: linguagens, ambientes e redes (2ª ed.). Vozes.

Orlandin, J. (2020). Página inicial do YouTube: moldura de um retrato de brasil em português. In Congresso Brasileiro De Ciências Da Comunicação (pp. 1-15). Intercom.

Paganotti, I. (2010). Pelos olhos de um observador estrangeiro: representações do Brasil na cobertura jornalística do correspondente internacional Larry Rohter pelo The News York Times (dissertação de mestrado). Universidade de São Paulo. https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-05112010-111508/pt-br.php

Paveau, M. (2021). Análise do Discurso Digital. Pontes.

Puhl, P. R., & Araújo, W. F. (2012). YouTube como espaço de construção da memória em rede: possibilidades e desafios. Famecos, 19(3), 705-722. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2012.3.12895

Rebouças, D. M. (2023). Transculturalidade midiática em narrativas cotidianas no Youtube: brasilidade e colonialidade em vídeos de reação estrangeiros (tese de doutorado). Universidade Federal Fluminense, Niterói.

Sbardelotto, M. (2019). “Olhares” sobre a midiatização: entre o teórico e o empírico, entre o macro e o micro, o local e o global. In IV Seminário Internacional de Pesquisas em Midiatização e

Processos Sociais, 1(2). https://midiaticom.org/anais/index.php/seminario-midiatizacao-resumos/article/view/765

Sbardelotto, M. (2021). Olhares sobre a midiatização na pesquisa brasileira em Comunicação. Questões Transversais, 9(17), 34-43. https://doi.org/10.4013/qt.2021.917.05

Van Dijck, J. (2016). La cultura de la conectividad: Una historia crítica de las redes sociales (1ª ed.). (H. Salas, Trad.). Siglo Veintiuno Editores.

Van Dijck, J. (2017). Confiamos nos dados? As implicações da datificação para o monitoramento social. MATRIZes, 11(1), 39-59. http://dx.doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v11.i1p.39-59.

YouTube. (2012, 9 de março). Changes to Related and Recommended Videos. YouTube Creator Blog. https://blog.youtube/news-and-events/changes-to-related-and-recommended/

Biografía del autor/a

Davi Rebouças, Universidade Federal Fluminense

Professor do Centro Universitário 7 de Setembro. Doutor em Mídia e Cotidiano. Consultor e instrutor credenciado ao Sebrae-CE. Brasil. E-mail: davi.mreboucas@gmail.com. ORCID: 0000-0003-3916-2595