Mediaciones de comunicación urbana a partir del trabajo ambulante: una cartografía de actuaciones interculturales

Contenido principal del artículo

Flávia Magalhães Barroso

Resumen

Las relaciones entre vendedores ambulantes y redes de producción cultural callejera pueden convertir los territorios en espacios propicios para la sociabilidad y la participación social. A partir del acompañamiento de vendedores ambulantes, músicos y productores culturales en el centro de Río de Janeiro, se constató la presencia de dinámicas de convivencia que sustentan la producción de microeventos en las calles de la ciudad. Desde una perspectiva teórico metodológica cartográfica, se realizaron entrevistas, discusiones entre grupos, trabajo de campo y mapeo en redes sociales. El seguimiento de los procesos de agregación entre actores apunta al surgimiento de un activismo itinerante que exige nuevos derechos sociales y políticos que a su vez constituyen una ciudadanía intercultural y pueden revelar hibridaciones dentro de la vida cotidiana urbana. Concluimos, por tanto, que la articulación entre los grupos no solo muestra dinámicas de comunicación urbana, sino que también actualiza las formas de demandas y activismos relacionados con el mundo del trabajo informal en la época contemporánea.

Detalles del artículo

Cómo citar

Barroso, F. M., & Belart, V. (2025). Mediaciones de comunicación urbana a partir del trabajo ambulante: una cartografía de actuaciones interculturales . Anagramas Rumbos Y Sentidos De La Comunicación, 23(46), 1-25. https://doi.org/10.22395/angr.v23n46a12

Referencias

Alves, G. (2013). Dimensões da precarização do trabalho. Canal.

Alvim, C. T. C. (2017, 30 de novembro). Carlos Thiago Cesário Alvim: atravessaram o samba. Jornal O Dia. Acesso em: 15/03/2024. https://odia.ig.com.br/opiniao/2017-11-30/carlos-thiago-cesario-alvim-atravessaram-o-samba.html

Barroso, F. (2023). Mulheres, ambulantes e produtoras culturais: as alianças em torno da Garagem das Ambulantes. Organicom.

Belart, V. (2021). Cidade pirata: carnaval de rua, coletivos culturais e o centro do Rio de Janeiro. Editora Letramento.

Butler, J. (2018). Corpos em aliança e a política das ruas: Notas para uma teoria performativa de assembleia. Civilização Brasileira.

Brandão, M. B. A. (2010). Comércio de rua: ocupação consolidada no espaço público (Tese de doutorado). Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Caiafa, J. (2017). Comunicação urbana. Revista Eco-Pós.

Canclini, N. G. (2011). Culturas híbridas: como entrar e sair da modernidade. edusp.

Canevacci, M. (1993). A cidade polifônica: ensaio sobre a antropologia da comunicação urbana. Studio Nobel.

Certeau, M. de. (1994). A invenção do cotidiano. Vozes.

Cunha, M. C. da. (1988). Olhar escravo, ser olhado. Escravos brasileiros, do século XIX na fotografia de Christiano Jr. Ex Libris.

Druck, G. (2013). A precarização social do trabalho no Brasil. In Riqueza e miséria do trabalho no Brasil II. Boitempo.

Fernandes C., Barroso, F., Belart, V. (2019). Cidade ambulante: a climatologia da errância dos coletivos culturais do Rio de Janeiro, v2, n.29.

Fernandes, C., & Herschmann, M. (2015). Usos da cartografia nos estudos de comunicação e música. Fronteiras-Estudos Midiáticos, 17(3), 290-301.

Fernandes, C. S., & Herschmann, M. (2018). Cidades musicais. Comunicação, territorialidade e política. Editora Sulina.

Filho, A. F., Costa, L. M. S. A., & Jesus, K. D. (2019). Porto Maravilha-RJ: comércio, espetáculo e cidade. Revista Triades, 8(1).

Gomes, M. F., & Reginensi, C. (2015). Vendedores ambulantes no Rio de Janeiro: experiências urbanas e conflito pelo uso do espaço. Colóquio Comércio e cidade.

Haesbaert, R. (2014). Viver no limite: território e multi/transterritorialidade em tempos de insegurança e contenção. Bertrand Brasil.

Herschmann, M., & Lacombe, F. (2024). Pesquisando ecotranssistemas musicais-midiáticos na cidade do Rio de Janeiro. Galáxia, 49(1).

Herschmann, M., & Fernandes, C. S. (2021). Resiliência e polinização da música negra que vem ocupando os espaços urbanos do Rio de Janeiro. Galáxia.

Hirata, D. (2015). Comércio ambulante nos dispositivos urbanos e trama dos viventes: ordens e resistências.

Jacques, P. B. (2012). Elogio aos errantes. eduFba.

Latour, B. (2012). Reagregando o social: uma introdução à teoria do ator-rede. eduFba.

Lemos, A. (2013). A comunicação das coisas: teoria ator-rede e cibercultura. Annablume.

Lopes, M. I. V. de. (2018). Jesús Martín-Barbero e os mapas essenciais para compreender a comunicação. Intexto, 43, 14-23.

Martín-Barbero, J. (2003). Dos meios às mediações. Comunicação, cultura e hegemonia. UFRJ.

Massey, D. (2008). A global sense of place. Cultural Geography.

Moulier Boutang, Y. (2010). L’abeille et l’économiste. Carnets Nord.

Moura, R. (2022). Tia Ciata e a pequena África no Rio de Janeiro. Todavia.

Pereira de Sá, S. (2021). Música pop periférica brasileira: videoclipes, performances e tretas na cultura digital. Appris.

Prestes, L. C. (2009). Cadeia produtiva da economia do carnaval. Editora E-papers.

Rancière, J. (2009). A partilha do sensível. Ed. 34.

Reia, J., Herschmann, M., & Fernandes, C. S. (2018). Entre regulações e táticas: músicas nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Revista Famecos.

Reia, J. (2017). Os palcos efêmeros da cidade: táticas, ilegalismos e regulação da arte de rua em Montreal e no Rio de Janeiro [tese de doutorado], PPGCOM-UFRJ, Brasil.

Velloso, M. P. (1988). As tradições populares na Belle Époque carioca. Funarte.

Biografía del autor/a

Flávia Magalhães Barroso, Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Doutora e mestra em Comunicação pelo programa de Pós-Graduação em Comunicação da uerj. Professora da Escola de Comunicação da UFRJ

Victor Belart, UERJ

Doutor pelo programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ.