NÍVEL DE EMPREGO FORMAL E TRÁFICO DE DROGAS NO ESTADO DE MINAS GERAIS, BRASIL
Conteúdo do artigo principal
Resumo
O tráfico de drogas é uma modalidade criminal com elevada incidência no Brasil, contribuindo para o elevado sentimento de insegurança por parte da população, sendo objeto de estudo de diversas Ciências, dentre elas as Ciências Econômicas. Nesse contexto, o presente estudo analisou a relação entre o nível de emprego no setor formal e o tráfico de drogas, considerando o período 2013-2017 no estado de Minas Gerais, segundo estado mais populoso do país e cuja diversidade regional ilustra a realidade dos diferentes estados brasileiros. Para tal fim, utilizou-se um modelo econométrico com dados em painel dinâmico, cuja fonte de dados foi o Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS). Como principal resultado, verificou-se que a elevação da taxa de emprego no setor formal reduz a taxa de tráfico de drogas em Minas Gerais, dada a estabilidade dessa forma de trabalho e a consequente garantia do recebimento de renda.
##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##
Detalhes do artigo
Seção

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os artigos que são aprovados para publicação na Revista Semestre Econômico devem atender as seguintes condições:
a) Os autores cedem a revista Semestre Econômico os direitos patrimoniais (copy right), pelo qual deve entregar a ficha de originalidade e direitos de autor devidamente preenchido e com as assinaturas originais.
b) Os artigos que são publicados na revista Semestre Econômico podem ser usados, reproduzidos, transmitidos e expostos com fins acadêmicos sempre e quando cumpra-se com as seguintes condições:
- Seja citada a referências bibliográfica da Semestre Econômico (autores, revista, editorial, edição,...).
- Não seja usada com fins comerciais (obtenção de lucro).
- O uso com fins diferentes ou a publicação em outro site se requer da autorização por escrito do editor da revista.
Como Citar
Referências
Adeniyi, E. K., Eneji, R. I. & Okpa, J. T. (2019). Unemployment and drug trafficking among suspects in custody of the National Drug Law Enforcement Agency, Cross River State Command, Nigeria. European Scientific Journal, 15(19), 191–202. http://dx.doi.org/10.19044/esj.2019.v15n19p191
Arellano, M & Bond, S. (1991). Some tests of specification for panel data: Monte Carlo evidence and an application to employment equations. The Review of Economic Studies, 58(2), 277–297.http://www.jstor.org/stable/2297968?origin=JSTOR-pdf
Arellano, M & Bover, O. (1995). Another look at the instrumental variable estimation of error-components models. Journal of Econometrics, 68(1), 29–51. https://doi.org/10.1016/0304-4076(94)01642-D
Baltar, P. E. & Manzano, M. (2020). O problema da informalidade ocupacional na periferia do capitalismo. Texto para discussão 379, Instituto de Economia, UNICAMP. https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD379.pdf
Becker, G. S. (1968). Crime and punishment: an economic approach. Journal of Political Economy, 76(2), 169–217.https://www.jstor.org/stable/1830482
Becker, K. L. & Kassouf, A. L. (2017). Uma análise do efeito dos gastos públicos em educação sobre a criminalidade no Brasil. Economia e Sociedade, Campinas, 26(1), 215–242. https://doi.org/10.1590/1982-3533.2017v26n1art8
Blundell, R & Bond, S. (1998). Initial conditions and moment restrictions in dynamic panel data models. Journal of Econometrics, 87(1), 115–143. https://www.homepages.ucl.ac.uk/~uctp39a/Blundell-Bond-1998.pdf
Britto, D. G. C., Pinotti, P., & Sampaio, B. (2022). The effect of job loss and unemployment insurance on crime in Brazil. Econometrica, 90(4), 1393–1423. https://doi.org/10.3982/ECTA18984
Cacciamali, M. C. (2000). Globalização e processo de informalidade. Economia e sociedade, 9(1), 153–174. https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8643124
Carvalho, B. N., Costa L. T., Carvalho, A. V. & Guimarães, J. L. C. (2017). Estudo econométrico das relações entre desemprego e tráfico de drogas em Santarém-PA. Revista Ciências da Sociedade,1(1), 40-53. https://doi.org/10.30810/rcs.v1i1.372
Costa, R. A da., Ervilha, G. T., Viana, D. W. & Gomes, A. P. (2019). A eficiência dos gastos culturais em reduzir a criminalidade e elevar a escolaridade em Minas Gerais. Gestão e Regionalidade, 35(104), 26–45. https://doi.org/10.13037/gr.vol35n104.4949
Couto, A. C. de O. (2012). Do global ao local: a geografia do narcotráfico na periferia de Belém. Cadernos de Segurança Pública. Rio de Janeiro,4( 3), 2-13.
Engel, L. E. F. & Shikida, P. F. A. (2003). Economia do crime: um estudo de caso na Penitenciária Industrial de Cascavel (PR). Revista Leader,35, 1.
Fajnzylber, P. & Araujo Jr, A. (2001). Violência e criminalidade (pp. 333–394). Microeconomia e Sociedade no Brasil. (Texto de discussão). https://www.researchgate.net/publication/4805609_Violencia_e_criminalidade_Violence_and_criminality
Farhat, L. (2018). Análise espacial do impacto das drogas na taxa de criminalidade na cidade de São Paulo. Monografia (Bacharel em Ciências Econômicas), Universidade de São Paulo, São Paulo. https://pergamumweb.unifesp.br/pergamumweb/vinculos/00002d/00002d5e.pdf
Faria, A. A. C. & Barros, V. A. (2011). Tráfico de drogas: uma opção entre escolhas escassas. Psicologia e Sociedade,23(3), 536–544. https://doi.org/10.1590/S0102-71822011000300011
Feffermann, M. (2007). A rota do tráfico de drogas: os trabalhadores ilegais e invisíveis/visíveis. XXVI Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. Asociación Latinoamericana de Sociología. https://cdsa.aacademica.org/000-066/1721.pdf
Felson, R. B., & Bonkiewicz, L. (2013). Guns and trafficking in crack-cocaine and other drug markets. Crime & Delinquency, 59(3), 319–343. https://doi.org/10.1177/0011128711398023
Fundação João Pinheiro. (2023). Índice mineiro de responsabilidade social (IMRS). Belo Horizonte. http://imrs.fjp.mg.gov.br/Home/IMRS
Hayatzada, H. (2019). Crime and development. Monografia (Estudos do Desenvolvimento), Lund University, Suécia. https://lup.lub.lu.se/student-papers/search/publication/8995200
Horowitz, A. W. & Trivitt, J. R. (2007). O trabalho infantil reduz a criminalidade juvenil? Kyklos,60(4), 559–573.
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2019). Atlas da violência. https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/relatorio_institucional/190605_atlas_da_violencia_2019.pdf)
Khanna, G., Medina, C., Nyshadham, A., Tamayo, J., & Torres, N. (2019). Formal employment and organised crime: Regression discontinuity evidence from Colombia. The Economic Journal, 133(654), 2427–2448. https://doi.org/10.1093/ej/uead025
Levitt, S. D. (1996). The effect of prison population size on crime rates: Evidence from prison overcrowding litigation. The Quarterly Journal of Economics, 111(2), 319–351.https://pricetheory.uchicago.edu/levitt/Papers/LevittTheEffectOfPrison1996.pdf
Machado, N. B. C. (2010). Usuário ou traficante? A seletividade penal na nova lei de drogas. Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI. http://www.publicadireito.com.br/conpedi/manaus/arquivos/anais/fortaleza/3836.pdf
Marques Junior, K. (2014). A renda, desigualdade e criminalidade no Brasil: uma análise empírica. Revista Econômica do Nordeste, 45(1), 34–46. https://doi.org/10.61673/ren.2014.62
Portella, D. D. A., Araújo, E. M. de, Oliveira, N. F. de, Chaves, J. M., Rocha, W. de J. S. da F., & Oliveira, D. D. (2019). Homicídios dolosos, tráfico de drogas e indicadores sociais em Salvador, Bahia, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 24(2), 631–639. https://doi.org/10.1590/1413-81232018242.32412016
Resende, J. P. de & Andrade, M. V. (2011). Crime social, castigo social: desigualdade de renda e taxas de criminalidade nos grandes municípios brasileiros. Estudos Econômicos (São Paulo), 41, 173–195. https://doi.org/10.1590/S0101-41612011000100007
Roson, I. O. S., Bastos, S. Q. de A., Almeida, E. S. de & Ferreira, S. de F. (2022). Esporte e prevenção criminal: uma análise dos municípios brasileiros para 2002 e 2010. Economia e Sociedade, Campinas, 31(2) 515–545. https://doi.org/10.1590/1982-3533.2022v31n2art11
Santos, M. J. dos & Kassouf, A. L. (2008). Estudos econômicos das causas da criminalidade no Brasil: evidências e controvérsias. Revista Economia, 9(2), 343–372. https://www.anpec.org.br/revista/vol9/vol9n2p343_372.pdf
Sapori, L. F. (2020). Mercado das drogas ilícitas e homicídios no Brasil: um estudo comparativo das cidades de Belo Horizonte (MG) e Maceió (AL), Dados, 63(4). https://doi.org/10.1590/dados.2020.63.4.223
Sena, A. B. H. (2015). O tráfico de drogas e sua influência no aumento da criminalidade feminina. Monografia. 56f. Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília.
Scherer, G. A., Santos, C. B. dos, Nunes, C. F, Staats, L. S. & Seimetz, G. R. (2017). Juventudes e o impacto da violência estrutural: reflexões em tempos de crise do capital. VII Jornada Internacional Políticas Públicas. https://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2017/pdfs/eixo7/juventudeseoimpactodaviolencoaestruturalreflexoesemtemposdecrisedocapital.pdf
Scherer, G. A., Nunes, C. F., Santos, C. B. dos & Chimini, L. (2019). A precarização das relações de trabalho e a inserção laboral dos jovens no tráfico de drogas, Anais do XXIV Encontro Nacional de Economia Política, Vitória/ES.
Shon, P.C.H. & Barton-Bellessa, S. (2015). A suposição da teoria da escolha racional na teoria do crime de Alfred Adler: Desvendando e reconciliando a contradição na teoria adleriana por meio de síntese e crítica. Agressão e comportamento violento, 25, 95–103.
Soares, L. dos S. A., Dalboni, F. M.; Teixeira, E. C. (2021). Effect of incarceration on criminality in the state of Minas Gerais, Brazil. Crime, Law and Social Change, 76(4), 409–430. https://doi.org/10.1007/s10611-021-09968-9
Vargas, B. K. de & Falcke, D. (2019). Criminalizadas e/ou vulneráveis? A trajetória no crime de mulheres aprisionadas por tráfico de drogas. Barbarói, (55), 195–214. https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.7755
Veras, M. P. B. (2001). Exclusão social: um problema de 500 anos. In B. Sawaia (Org.), As artimanhas da exclusão sócia: análise psicossocial e ética da desigualdade social (pp. 27–50). Vozes.