Secando memorias: rescate de objetos biográficos en la inundación de Rio Grande do Sul (2024)
Contenido principal del artículo
Resumen
Este artículo investiga cómo las personas afectadas por la catástrofe meteorológica que golpeó al estado de Rio Grande do Sul entre abril y mayo de 2024 enfrentan las pérdidas materiales de valor simbólico y afectivo provocadas por las inundaciones. La investigación se justifica por la necesidad de ir más allá de los daños estructurales y económicos, visibilizando el impacto emocional de la tragedia. El objetivo central es comprender el papel de los objetos biográficos en la reconstrucción de la memoria, la identidad y el sentido de pertenencia en contextos de trauma colectivo y desplazamiento. Se trata de una investigación cualitativa y exploratoria, basada en el análisis documental de un corpus compuesto por ocho reportajes difundidos en medios de comunicación locales y nacionales. Los datos fueron recopilados a partir de criterios de inclusión que priorizaron narrativas de pérdida, rescate y restauración de pertenencias personales, excluyendo enfoques estrictamente financieros. A partir de estas narrativas periodísticas, se observó como principal resultado que el sufrimiento relatado trasciende la dimensión física de la destrucción y alcanza el ámbito de las memorias afectivas. Fotografías, juguetes y muebles se configuran como extensiones de la historia familiar. El estudio demuestra que el acto de secar, limpiar y preservar objetos dañados constituye también un acto comunicacional, cultural y político, ya que traduce el intento de narrarse nuevamente a sí mismo y a la colectividad después del trauma. Se concluye que las prácticas de preservación de los recuerdos desempeñan un papel esencial en la reconstrucción emocional, social y simbólica de las comunidades afectadas, revelando la fuerza de la memoria como elemento de continuidad, pertenencia y resistencia.
Detalles del artículo
Cómo citar
Referencias
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. (2025). As enchentes no Rio Grande do Sul: Lições, desafios e caminhos para um futuro resiliente. https://www.gov.br/ana/pt-br
Ahuvia, A. C. (2005). Beyond the extended self: Loved objects and consumers' identity narratives. Journal of Consumer Research, 32(1), 171–184. https://doi.org/10.1086/429607
Amaral, M. F., Loose, E. B., & Girardi, I. M. T. (Eds.). (2024). Manual para a cobertura jornalística dos desastres climáticos. FACOS-UFSM. https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/290009/001242568.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Assmann, A. (2011). Espaços de recordação: Formas e transformações da memória cultural (P. Soethe, Trad.). Editora Unicamp.
Bachelard, G. (1993). A poética do espaço (A. de P. Danesi, Trad.). Martins Fontes.
Balarotti, L. (2024, 14 de maio). Fotos, brinquedos, bíblia: Pessoas deixam memórias para trás nas cheias do RS. RIC.com.br. https://ric.com.br/cotidiano/tempo/fotos-brinquedos-biblia-pessoas-deixam-memorias-para-tras-nas-cheias-do-rs/
Barbosa, M. C. (2019). Comunicação, história e memória: Diálogos possíveis. MATRIZes, 13(1), 13–25. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v13i1p13-25
Belk, R. W. (2013). Extended self in a digital world. Journal of Consumer Research, 40(3), 477–500. https://doi.org/10.1086/671052
Bosi, E. (2003). O tempo vivo da memória: Ensaios de psicologia social (3ª ed.). Ateliê Editorial.
Bueno, W. C. (2018). Gestão da comunicação em desastres ambientais: Conflitos de interesse, de práticas e de discursos. Revista Observatório, 4(2), 539–569. https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2018v4n2p539
Castro, R. (2024, 12 de maio). Vidas e memórias na correnteza. Folha de S. Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/05/vidas-e-memorias-na-correnteza.shtml
Chagas, G. (2024, 19 de maio). Cheias no RS: Saiba como recuperar fotos danificadas na enchente. g1. https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2024/05/19/cheias-no-rs-saiba-como-recuperar-fotos-danificadas-na-enchente.ghtml
Edwards, E. (2009). Photography and the material performance of the past. History and Theory, 48(4), 130–150. https://doi.org/10.1111/j.1468-2303.2009.00523.x
Endo, P. (2013). Pensamento como margem, lacuna e falta: Memória, trauma, luto e esquecimento. Revista USP, (98), 41–50. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i98p41-50
Fala Brasil. (2024, 17 de maio). Vítimas das cheias no RS perdem recordações valiosas [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=-unoXX62pDs
Freud, S. (1996). Esboços para a comunicação preliminar de 1893. In Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, Trad., 3ª ed., Vol. 1). Imago. (Trabalho original publicado em 1892)
Gindri, V. (2024, 25 de maio). O resgate da memória após as enchentes no RS. Deutsche Welle Brasil. https://www.dw.com/pt-br/o-resgate-da-mem%C3%B3ria-ap%C3%B3s-as-enchentes-no-rs/a-69171535
Halbwachs, M. (1990). A memória coletiva (L. L. Schaffter, Trad., 2ª ed.). Vértice.
Henn, R. (2006). Direito à memória na semiosfera midiatizada. Fronteiras: Estudos Midiáticos, 8(3), 177–184. https://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/6132
Herman, J. L. (1992). Trauma and recovery. Basic Books.
Jornal Nacional. (2024, 6 de maio). Chuva leva casas e memórias em todo o estado do Rio Grande do Sul. g1. https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2024/05/06/chuva-leva-casas-e-memorias-em-todo-o-estado-do-rio-grande-do-sul.ghtml
Kopytoff, I. (2008). A biografia cultural das coisas: A mercantilização como processo. In A. Appadurai (Ed.), A vida social das coisas: As mercadorias sob uma perspectiva cultural. Editora da Universidade Federal Fluminense.
Kossoy, B. (2021). Fotografia e história: As tramas da representação fotográfica. Projeto História: Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados de História, (70), 9–35. https://doi.org/10.23925/2176-2767.2021v70p9-35
Laboissière, P. (2024, 3 de maio). “Maior catástrofe meteorológica da história do RS”, diz ministro. Agência Brasil. https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/estamos-diante-da-maior-catastrofe-meteorologica-da-historia-do-rs
Meneses, U. T. B. de. (1998). Memória e cultura material: Documentos pessoais no espaço público. Estudos Históricos, 11(21), 89–103.
Peralta, E. (2007). Abordagens teóricas ao estudo da memória social: Uma resenha crítica. Arquivos da Memória, (2), 4–23. https://arquivos-da-memoria.fcsh.unl.pt/ArtPDF/02_Elsa_Peralta[1].pdf
Pollak, M. (1992). Memória e identidade social. Estudos Históricos, 5(10), 200–212. https://periodicos.fgv.br/reh/article/view/1941
Polo, R. (2024, 10 de maio). “As paredes apodreceram”: Família viraliza secando fotos após perder tudo. UOL Notícias. https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/05/10/ver-as-fotos-secando-me-emocionou-diz-jovem-que-perdeu-tudo-no-rs.htm
Santos, M. S. dos. (2013). Memória coletiva, trauma e cultura: Um debate. Revista USP, (98), 51–68. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i98p51-68
Seligmann-Silva, M. (2005). Testemunho e a política da memória: O tempo depois das catástrofes. Projeto História, (30), 71–98. https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/2255/1348
Silva, A. (2008). Álbum de família: A imagem de nós mesmos (S. M. Dolinsk, Trad.). Editora Senac São Paulo; Edições SESC SP.
Sontag, S. (2004). Sobre fotografia. Companhia das Letras.
Souto, C. L., Eichelberger, M. A., & Storch, L. S. (2025). Desastres ambientais e o papel do jornalismo: Por uma cobertura crítica, segura e comprometida. Anais do 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Intercom. https://sistemas.intercom.org.br/pdf/submissao/nacional/23/070420251449116868141702d12.pdf
Teixeira, M., & Ladeira, P. (2024, 11 de maio). Enchentes no RS destroem cemitérios, soterram memórias e transferência de corpos levará mais de ano. Folha de S. Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/05/enchentes-no-rs-destroem-cemiterios-soterram-memorias-e-transferencia-de-corpos-levara-mais-de-ano.shtml
Topolska, A. (2023). Shaping memory through visuality: War photography in Polish secondary school history textbooks after 1989. Journal of Educational Media, Memory, and Society, 15(1), 62–79. https://doi.org/10.3167/jemms.2023.150104
van den Hoven, E., Orth, D., & Zijlema, A. (2021). Possessions and memories. Current Opinion in Psychology, 39, 94–99. https://doi.org/10.1016/j.copsyc.2020.08.014
Wissenbach, A. M. C. C. (2002). Cartas, procurações, escapulários e patuás: Os múltiplos significados da escrita entre escravos e forros na sociedade oitocentista brasileira. Revista Brasileira de História da Educação, (4), 103–122. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/38724
