Mujeres quilombolas, desigualdad y literacidad digital: desafíos para la promoción de la comunicación intercultural
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Resumen
En la sociedad contemporánea, el acceso a las tecnologías de la información y comunicación (tic) y la literacidad digital son considerados derechos fundamentales por posibilitar la participación individual y comunitaria en la sociedad, además de garantizar el acceso a otros derechos (información, salud y educación). Ante la distribución desigual de los recursos comunicativos, este artículo discute los desafíos de la comunicación intercultural entre grupos étnico-raciales, que son los más afectados por la desigualdad en Brasil. La reflexión se fundamenta en el diálogo entre comunicación intercultural (cic) e interseccionalidad como perspectivas teórico-metodológicas que buscan la transformación social. La metodología, de enfoque cualitativo, empleó las técnicas de investigación-acción y observación participativa, realizadas durante varios talleres de literacidad digital, entre 2022 y 2023, en dos comunidades quilombolas de la Zona da Mata de Minas Gerais. Participaron de la formación 30 mujeres, con edades entre 15 y 61 años. Como resultado, se destaca que solo 10 mujeres tenían computadora en casa y dos compartían el celular con los hijos. El acceso a internet es reciente, pues solo cinco participantes tenían Wifi en casa antes de 2020. Además, factores como la sobrecarga de trabajo de las líderes, cuestiones de género y la falta de habilidades digitales también contribuyen a limitar el uso de las tic y de la cic como estrategia de comunicación comunitaria. Así mismo, se señala la necesidad de políticas públicas de acceso y literacidad digital que contemplen el sesgo interseccional, considerando las especificidades de esos territorios.
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