La educación indígena en interfaz con las tecnologías desde la perspectiva narrativa de mujeres indígenas
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Resumen
Nuestra relación con las tecnologías de la información ha experimentado cambios significativos a raíz de la emergencia sanitaria de la Covid-19, que comenzó en 2020. Al igual que en otros sectores de la sociedad, la educación tuvo que adaptarse al escenario y presentar soluciones que atendieran mínimamente a la demanda de mantener las prácticas educativas. Si bien los estudiantes en áreas urbanas enfrentaron desafíos para adaptarse a las metodologías adoptadas, tanto desde una perspectiva subjetiva como de infraestructura, aquellos que se encontraban lejos de los grandes centros urbanos enfrentaron dificultades aún mayores. Esto fue especialmente cierto para grupos en situación de vulnerabilidad social o históricamente marginados y excluidos, como las poblaciones indígenas. El objetivo de este artículo es analizar los significados que rodean la relación entre la educación indígena y las tecnologías, identificados a partir de las narrativas indígenas presentadas en la IV Edición del Seminario de Saberes, Lenguajes y Oralidades de la Amazonía, en una mesa redonda dedicada a este tema en Belém do Pará, Brasil. Para ello, recurrimos a las contribuciones teóricas sobre educación indígena, discutiendo en el trasfondo los impactos provocados por la noción de colonialidad. El análisis se realizó a la luz de la Teoría Fundamentada. Entre los resultados, destacamos la necesidad de reconocer y valorar las tecnologías indígenas, así como garantizar la creación de entornos de aprendizaje que demuestren cómo pueden contribuir a las luchas y a la ocupación simbólica y estructural de las poblaciones indígenas en los diversos sectores de la sociedad occidental.
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