Definição, funções e papel do espectador em face da obra criativa

José de Jesús Flores Figueroa | Biografia

Resumo

No presente artigo expõem-se os resultados da pesquisa a respeito da figura do espectador diante de uma obra criativa. Fez-se uma revisão do estado da arte lendo vários autores que trataram o tema do espectador, inclusive de maneira incidental. Essa primeira análise levou-nos a pensar que não há suficientes tentativas para definir, nem o espectador nem seu campo de ação quando interage com um trabalho criativo. Como consequência, achamos que não há bastante literatura científica atualizada sobre o conceito específico de espectador. Desse modo, nosso objetivo é definir o espectador e suas relações com a obra criativa. O método da pesquisa foi a revisão documental, bem como a reflexão crítica e, finalmente, a confrontação de conceitos. O primeiro resultado obtido foi uma definição de espectador: a pessoa que encontra uma ruptura da rotina por meio do confronto com uma obra criativa. Esse encontro pode ser acidental ou provocado pelo próprio espectador. Desse contato com a obra, é imprescindível que a pessoa interaja com essa expressão. Da mesma forma, derivados dessa proposta, a pessoa pode obter estímulos lúdicos, estéticos ou culturais. Desse modo, propomos 13 funções que a nosso critério realiza todo espectador: 1. Procurar, 2. Criar expectativas, 3. Contemplar, 4. Julgar, 5. Questionar 6. Acreditar 7. Desacreditar, 8. Discriminar, 9. Criticar, 10. Elogiar, 11. Vituperar, 12. Aceitar, 13. Rejeitar. Dessa forma, pensamos que o espectador só se assume como tal, quando ultrapassa certo nível de conhecimento sobre certo tipo de obras, gênero ou autores.

Referências

Jia, A., Shen, S., Epema, D. y Iosup, A. (2016). When game becomes life: The creators and spectators of online game replays and live streaming. ACM Trans. Multimedia Comput. Commun. 12(4).

Alcolea, J. (2009). Visual Arguments in Film. Argumentation, 23(2), 259–275.

Andersen, K. (2005). Harry Potter and the Susceptible Child Audience. CLCWeb, 7(2), 2-10.

Aumont, J. (1992). La imagen. Madrid, España: Paidós.

Babatunde, B. y Simmons, R. (2007). A tale of two audiences: spectators, television viewers and outcome uncertainty in Spanish football. Journal of economics and business, 61(4), 326-338.

Cerezo Arriaza, M. (1996). La televisión: del espectador ingenuo al espectador crítico. Revista Comunicar, (6), 15-21.

Chabot, K. (2008). Audience, Sentimental Postmodernism, and Kiss of the Spider Woman. CLCWeb: Comparative Literature and Culture, 10(3).

Contreras, F. y Gasca, L. (2016). Las emociones del espectador en una experiencia fotográfica, pictórica y cinematográfica. Praxis y Saber, 7(14), 165-192.

De Souza Barros, M. (2015). Luzes sobre o Espectador: artistas e docentes em ação. Rev. Bras. Estud. Presença, 5(2), 330-355.

Díaz, V. (2012). Espectadores de falsos documentales. Los falsos documentales en la sociedad de la información. Athenea Digital, 12(3), 153-162.

Kirkkopelto, E. (2011). I am a Child. Hypothesis on Spectator Pedagogy. Ethics in Progress Quarterly (ethicsinprogress.org), 2(2), 81-87.

Happer, C. y Philo, G. (2013). The role of the media in the construction of public belief and social change. Journal of Social and Political Psychology, 1(1), 321-336.

Heddon, D., Iball, H., y Zerihan, R. (2012). Come closer: confessions of intimate spectators in one to one performance. Contemporary Theatre Review, 22 (1). 121-134.

Hernández, B. y Martín, J.L. (1998). La recepción de la obra de arte y la participación del espectador en las propuestas artísticas contemporáneas. Revista Española de Investigaciones Sociológicas, (84), 45-63.

Lauwrens, J. (2012). Can you see what I mean? An exploration of the limits of vision in anti-ocularcentric contemporary art. De arte, (85), 26-41.

Liebers, N. y Schramm, H. (2017). Friends in books: The influence of character attributes and the reading experience on parasocial relationships and romances. Poetics, 65, 12-23.

Loscertales, F. y Núñez, T. (2008). Ver cine en TV: una ventana a la socialización familiar. Comunicar, XVI(31), 137-143.

Lopes, F. y Loureiro, L. (2011). My Newscast Is No Longer Ours. Journalism and Mass Communication, 1(3), 201-212.

Massara, G., Sabeckis, C. y Vallazza, E. (2018). Tendencias en el cine expandido contemporáneo. Cuadernos del centro de estudios en diseño y comunicación. Ensayos, (66), 157-172.

Moreno, M. (2006). Educar espectadores: propuestas expositivas y dinamización. Comunicar, (28), 211-228.

Niven, Larry. (1987). Los ingenieros del mundo anillo. Ciudad de México: Ediciones Roca, S.A.

O’Neill, B. (2006). Experiences of interaction and participation in media communication in a digital environment. IAMCR Annual Congress, El Cairo, Egipto

O’Neill, B., Gallego, J. I. y Zeller, F. (2013). New perspectives on audience activity: ‘prosumption’ and media activism as audience practices. En N. Carpentier, K. Schrøder. y L. Hallett (eds.), Audience Transformations: Shifting Audience Positions in Late Modernity (pp.157-171). Londres: Routledge.

Ortega y Gasset, J. (1985). El espectador. Madrid: Alianza Editorial

Pimentel, L. A. (2010). El relato en perspectiva. Estudio de teoría narrativa. Ciudad de México: Siglo XXI Editores.

Prósper, J. (2013). El sistema de continuidad: montaje y causalidad. Historia y Comunicación Social, 18(1), 377-386.

Rincón, O. (2008). No más audiencias, todos devenimos en productores. Comunicar, 15(30), 93-98.

Roldán, C. (2010). El actor y el espectador. De freud a Lacan. Revista Affectio Societatis, 7(13).

Sánchez‐Escalonilla, A. (2013). Verisimilitude and Film Story: the links between Screenwriter, Character and Spectator. Comunication & Society, 26(2), 79‐94.

Scott, S. (2017). Modeling the Marvel everyfan: Agent Coulson and/as transmedia fanculture. Palabra Clave, 20(4), 1042-1072. DOI: 10.5294/pacla.2017.20.4.8.

Torrente, P. (2015). La sutura de lo ausente. El espectador como actor en el videoarte. Cuaderno, 52,19-29.
Como Citar
Flores Figueroa, J. de J. (2018). Definição, funções e papel do espectador em face da obra criativa. Anagramas Rumbos Y Sentidos De La Comunicación, 17(33), 129-151. https://doi.org/10.22395/angr.v17n33a6

Downloads

Não há dados estatísticos.

Send mail to Author


Send Cancel

Estamos indexados em