O reconhecimento social dos curadores populares e a construção de uma identidade médica no Brasil oitocentista

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Diádiney Helena de Almeida

Resumo

O artigo trata de discutir a forma­ção da identidade médica a partir da análise do processo de desqualificação oficial dos curadores e dos esforços por distinguir o conhecimento médico das denominadas charlatanices no Rio de Janeiro da primeira metade do século XIX. Nesse sentido, busca-se apontar a diferença entre o período em que as atividades dos curadores eram legitimadas pela Fisicatura-mor a partir do licenciamento destes e, em seguida, para o momento em que os médicos organizados em instituições e articulados politicamente iniciam o processo de desqualificação dos curadores populares e também à apropriação de seus saberes. O artigo analisa licenças e abaixo-assinados assim como discursos de políticos do período para demonstrar a busca pela hegemonia social do conhecimento mé­dico, principalmente pela associação ao saber das plantas dominados pelos curadores populares e prestigiados por toda população.

Detalhes do artigo

Como Citar

de Almeida, D. H. (2016). O reconhecimento social dos curadores populares e a construção de uma identidade médica no Brasil oitocentista. Ciencias Sociales Y Educación, 4(8), 141-154. https://revistas.udem.edu.co/index.php/Ciencias_Sociales/article/view/1748

Referências

Biografia do Autor

Diádiney Helena de Almeida, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro

Bacharel e licenciada em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007), Mestre em Ciências
pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde na Casa de Oswaldo Cruz - Fiocruz e
Doutoranda em Direitos Humanos, Saúde Global e Políticas da Vida pelo Convênio entre a Fundação Oswaldo
Cruz e o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Atuando também como Professora de História
na Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.