O direito social à educação diante de casos de violência de gênero em instituições de ensino superior no Brasil
Conteúdo do artigo principal
Resumo
A educação está consagrada na Constituição Federal do Brasil de 1988 como um direito social de todos e um dever do Estado e da família, enquanto a universalização do ensino público e a garantia de uma educação de qualidade para todos é uma tarefa do Estado. Por outro lado, as relações de poder na sociedade geram casos de violência permeados por discriminação e preconceito. Esses casos, quando atingem as mulheres, evidenciam problemáticas de gênero. Com base na violência motivada pelas relações de poder que se observa nas instituições de ensino e que afeta a garantia da qualidade da educação para as potenciais vítimas, este artigo visa demonstrar a correlação entre a violência de gênero no contexto universitário e o direito social à educação, por meio de uma pesquisa bibliográfica. O material foi analisado seguindo uma metodologia de análise crítica com abordagem qualitativa. A principal constatação foi a ampliação da compreensão das formas de agressão e das políticas institucionais de enfrentamento da violência contra a mulher. Ações nesse sentido fazem parte da função social da universidade.
Detalhes do artigo
Como Citar
Referências
Almeida, T. M. C. de. (2017). Violência contra mulheres nos espaços universitários. In C. Stevens, S. Oliveira, V. Zanello, E. Silva & C. Portela (orgs.), Mulheres e violência: interseccionalidades (pp. 384-399). Technopolitik. https://feccompar.com.br/paz_em_casa/mulheres-e-violencias-interseccionalidades/
Bandeira, L. M. (2014). Violência de gênero: a construção de um campo teórico e de investigação. Sociedade e Estado, 29(2), 449-469. https://doi.org/10.1590/S0102-69922014000200008
Bombardelli, J., Matos, G. B. C., Arenas, M. V. S., Braga, I. L. & Almeida, V. F. R. (2020, June 12nd). Citizenship in the discourse of the Curricular Guidelines of the Accounting Sciences course. Multidisciplinary Scientific Journal Knowledge Core, 5(6), 36-50. https://www.nucleodoconhecimento.com.br/accounting/citizenship-in-the-discourse
Brazil. (1988, October 5th). Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União de 05/10/1988. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Brazil. (1996, August 1st). Decreto nº 1.973, de 1 de agosto de 1996. Promulga a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, concluída em Belém do Pará, em 9 de junho de 1994. D. O. U. 2.8.1996. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1996/d1973.htm
Brazil. (1996, December 20th). Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. D. O. U. 23.12.1996. http://www.planalto.gov.br/ccivil _ 03/leis/l9394.htm
Butler, J. (1990). Gender Trouble: Feminism and the subversion of identity. Routledge.
Castilho, E. W. V. (N. D.). O que é Gênero. Ministério Público Federal. https://web.archive.org/web/20240530161318/http://www.mpf.mp.br/pfdc/eventos/mulher/dia-da-mulher/verbet
Catoia, C. de C., Severi, F. C. & Firmino, I. F. C. (2020). Caso “Alyne Pimentel”: Violência de Gênero e Interseccionalidades. Revista Estudos Feministas, 28(1), 1-11. https://doi.org/10.1590/1806-9584-2020v28n160361
Chalita, G. B. I. (2001). Educação: a solução está no afeto. Gente.
Cury, C. R. J. & Ferreira, L. A. M. (2009). A Judicialização da educação. Revista CEJ, 13(45), 32-45.
Data popular & Instituto avon. (2015). Violência contra a mulher no ambiente universitário. Instituto Patrícia Galvão; ONU Mulheres. https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/dados-e-fontes/pesquisa/violencia-contra-a-mulher-no-ambiente-universitario-data-popularinstituto-avon-2015
Davis, A. (2017). Mulheres, cultura e política (R. Candiani, trans.). Boitempo.
Eyng, A. M. (2015). Currículo e avaliação: duas faces da mesma moeda na garantia do direito à educação de qualidade social. Revista Diálogo Educacional, 15(44), 133-155. https://doi.org/10.7213/dialogo.educ.15.044.DS06
Fernandes, V. D. S. (2013). Lei Maria da Penha: o processo penal no caminho da efetividade [Doctoral Dissertation, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repository. https://tede2.pucsp.br/handle/handle/6177
Freire, P. (2008). Educação e mudança. Paz e Terra.
Freitas, A. (2016, July 28th). Como as maiores universidades do mundo combatem o assédio sexual no campus. Nexo. https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/07/28/Como-as-maiores-universidades-domundo-combatem-o-ass%C3%A9dio-sexual-no-campus
Globo. (2015, October 28th). Protesto com estudantes nuas provoca polêmica na UFPel, no RS. Globo. https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/10/protesto-com-estudantes-nuas-provocapolemica-na-ufpel-no-rs.html
Hooks, B. (2017). Ensinando a transgredir: A educação como prática de liberdade. (M. Brandão Cipolla, trans.). Editora WMF Martins Fontes, pp. 40-45.
Lima, C. R. & Souza, C. D. (2021). Ocupação territorial negada: a sensação de não pertencimento da mulher na universidade. Anais do XIV ENANPEGE. https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/85404
Lima, R. R., Modesto, N. P. S., Barroso, M. F. & Sousa, V. F. F. (2020). Violência contra as mulheres na universidade: uma discussão silenciada. Anais do 8º Encontro Internacional de Política Social, 15°Encontro Nacional de Política Social, 1(1), pp. 1-15. https://periodicos.ufes.br/einps/article/view/33398
Lobianco, E. R. C., Andrade, E. O., Junior, H. V. & Prudêncio, S. S. (2013). Assédio Moral e Sexual nas Relações de Trabalho. Revista Da Faculdade De Direito Da Universidade Federal De Uberlândia, 40(1), 61-87. https://seer.ufu.br/index.php/revistafadir/article/view/18489
Oliveira, S. A. M. (2010). A Teoria Geracional dos Direitos do Homem. Theoria - Revista Eletrônica de Filosofia, (3), 10-26. http://www.theoria.com.br/edicao0310/a_teoria_geracional_dos_direitos_do_homem.pdf
Peces-Barba Martínez, G. (2004). Lecciones de derechos fundamentales. Dykinson.
Piovesan, F. (2012). Temas de direitos humanos. Saraiva.
Santos, B. de S. (1996). Os tribunais nas sociedades contemporâneas: o caso português. Edições Afrontamento.
Santos, M. C. & Izumino, P. W. (2005). Violência contra as Mulheres e Violência de Gênero: Notas sobre Estudos Feministas no Brasil. EIAL - Estudios Interdisciplinarios de América Latina y el Caribe, 16(1), 147-164. https://doi.org/10.61490/eial.v16i1.482
Santos, S. A. (2019). Gênero, orientação sexual, raça e classe: violências contra estudantes no campus de uma universidade federal. Paco Editorial.
Sarlet, I. W. (2009). Os direitos sociais como direitos fundamentais: contributo para um balanço aos vinte anos da Constituição Federal de 1988. In C. Pereira de Souza Neto, D. Sarmento & G. Binenbojm (coords.), Vinte Anos da Constituição Federal de 1988 (pp. 2-7). Lumen Juris.
Sartori, T. L. (2022). Analysis of brazilian education in the study of sexuality: Marginalization of sexual education at BNCC. DOXA: Revista Brasileira De Psicologia E Educação, 23, 1-12. https://doi.org/10.30715/doxa.v23i00.15558
Schucman, L. V. (2014). Sim, nós somos racistas: estudo psicossocial da branquitude paulistana. Psicologia & Sociedade, 26(1), 83-94. https://doi.org/10.1590/S0102-71822014000100010
Segalla, J. I. S. F. & Kiefer, S. F. W. (2015). Direito à Educação, Princípio da Solidariedade e a Escola Inclusiva: Construindo uma Sociedade para Todos. Conpedi Law Review, 1(2), 172-200. https://doi.org/10.26668/2448-3931_conpedilawreview/2015.v1i2.3381
Silva, V. A. (2005). A evolução dos direitos fundamentais. Revista Latino-Americana de Estudos Constitucionais 6, 541-558. https://constituicao.direito.usp.br/wp-content/uploads/2005-RLAEC06-Evolucao.pdf
Souza, M. C. (2010). Direito educacional. Verbatim.
Superior Court of Justice of Brazil. (2019). Recurso Especial Nº 1.759.135-SP (Min. Sebastião Reis Júnior, rel). https://scon.stj.jus.br/SCON/pesquisar.jsp?b=ACOR&livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221759135%22%29+ou+%28RESP+adj+%221759135%22%29.suce.&O=JT
Tosi, G. (2005). Direitos humanos: História, teoria e prática. Editora UFPB.
