Informações para revisores
- A revisão dos manuscritos é realizada pelo método duplo-cego por pares de especialistas e se baseia no sistema duplo internacional para garantir que a revisão cumpra com os padrões de anonimato, isto é, que nem autores nem avaliadores conheçam a identidade do outro para evitar tendências pessoais no processo.
- Os revisores devem manifestar caso exista um conflito de interesses, que pode ocorrer como resultado de proximidade ou desagrado com os autores e seus posicionamentos. De igual maneira, quando o revisor identifica os autores (apesar de seus nomes serem retirados do manuscrito antes que os pares o recebam), os pareceristas devem avisar o sucedido e recusar o convite do editor para avaliar a proposta.
- Todo avaliador deve respeitar os direitos de autor.
- Os pareceristas devem revisar o artigo nos tempos designados pela revista com o fim de cumprir os tempos de entrega, por respeito aos autores e seus trabalhos e por compromisso com a publicação.
- O revisor deve manter total confidencialidade na avaliação de um manuscrito e não tem permissão alguma para divulgar seu conteúdo a terceiros.
- A opinião dos revisores é vital para detectar a originalidade do conteúdo e garantir a qualidade científica e literária do artigo.
- As avaliações devem conter uma análise crítica exaustiva do manuscrito que contraste a informação apresentada, comprove a literatura científica utilizada e apresente ao editor um relatório quantitativo e qualitativo sobre a adequação do texto com vistas a sua publicação e a natureza acadêmica da revista.
- Os revisores devem emitir comentários sobre problemáticas éticas e possíveis condutas inadequadas de pesquisa e publicação que surjam do material recebido.
Uso da IA
Os avaliadores desempenham um papel crucial em assegurar a qualidade e a integridade dos manuscritos. Seu papel diante do uso de IA nos manuscritos e em seu próprio processo de avaliação é fundamental.
1. Avaliação de Manuscritos que Utilizam IA:
- Detecção de Uso Não Declarado: Se um avaliador suspeitar que um manuscrito utilizou IA de maneira não declarada (ex., mediante a identificação de padrões de redação incomuns, "alucinações" ou inconsistências na informação), deve informar imediatamente ao editor.
- Verificação de Conteúdo: Os avaliadores devem prestar especial atenção à exatidão e coerência do conteúdo gerado por IA declarado pelos autores. É fundamental verificar que a informação é correta e que não há distorções ou fabricações.
- Originalidade e Plágio: Os avaliadores devem seguir vigilantes ante possíveis casos de plágio, mesmo em manuscritos que declaram o uso de IA. O uso de ferramentas de detecção de plágio continua sendo uma boa prática.
- Clareza e Transparência: Deve-se avaliar se a divulgação do uso de IA por parte dos autores é clara, completa e apropriada.
2. Uso de IA no Processo de Avaliação:
- Confidencialidade: Os avaliadores não devem introduzir manuscritos confidenciais em ferramentas de IA (ex., modelos de linguagem de acesso público como ChatGPT) que possam armazenar ou usar o texto para seu treinamento. Isso violaria a confidencialidade do processo de revisão por pares.
- Ferramentas de Apoio (sob estrita supervisão): Os avaliadores podem usar ferramentas de IA para tarefas auxiliares, como a verificação de gramática ou a tradução, sempre e quando se assegure a confidencialidade do manuscrito. Se a ferramenta requer o upload do manuscrito, deve ser uma plataforma segura e aprovada pela revista, com garantias de não armazenamento ou uso do conteúdo para treinamento. Em caso de dúvida, não se deve utilizar.
- Não Substituição do Julgamento Profissional: A IA não deve ser utilizada para gerar resumos da avaliação, sugestões de revisão, ou decisões sobre a aceitação/rejeição. O julgamento crítico e profissional do avaliador é insubstituível.
- Divulgação: Se um avaliador utilizou ferramentas de IA para apoiar sua revisão (e isso foi aprovado pela revista caso implique o manejo do texto do manuscrito), deveria considerar divulgá-lo ao editor.
Para aprofundar nos detalhes sobre os princípios que regem o uso da IA na revista, por favor, revise o Guia de Boas Práticas para o Uso da Inteligência Artificial (IA) no Processo Editorial de Opinión Jurídica.