A argumentação a favor do trabalho sexual e suas implicações éticas

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Mª Concepción Gimeno Presa

Resumo

A forma como os Estados democráticos modernos devem atuar diante da prática da prostituição constitui atualmente uma questão polêmica. Dentro do movimento feminista, a forma de solucionar esse problema gerou uma brecha que parece difícil de resolver. As partidárias de que os governos regularizem a prostituição como uma relação trabalhista a mais justificam sua postura com argumentos que consideram juridicamente sólidos e neutros do ponto de vista ético. Afirmam que as razões dadas para proibir a prostituição e para não considerá-la uma atividade profissional são razões morais. Por sua vez, alegam que os Estados democráticos de direito não têm como função impor crenças éticas a seus cidadãos, mas resguardar os direitos deles, em especial o direito à liberdade individual. No trabalho, analiso os argumentos levantados a favor da regularização da prostituição como um trabalho e contra ela, e mostro como o raciocínio das representantes do feminismo a favor do trabalho sexual está construído sobre uma teoria ética que se pressupõe como válida e que, portanto, não é objeto de discussão.
Defendo que a forma mais adequada de chegar a um consenso sobre esse tema seria expor, abertamente e de forma prévia ao debate político e jurídico, uma reflexão ética sobre quais princípios e qual concepção moral da sexualidade nos parecem mais valiosos para tratar esse complexo problema.

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Seção

Artículos

Biografia do Autor

Mª Concepción Gimeno Presa, Universidad de León, Universidad de León

Licenciada en Derecho por la Universidad Complutense de Madrid (España), doctora en Derecho por la Uned, Madrid (España). Titular de Filosofía del Derecho. Facultad de Derecho, Universidad de León, España. Correo electrónico: mcgimp@unileon.es 

Como Citar

Gimeno Presa, M. C. (2018). A argumentação a favor do trabalho sexual e suas implicações éticas. Opinión Jurídica, 17(33), 73-97. https://doi.org/10.22395/ojum.v17n33a3

Referências