Linguagem e direito. Uma leitura teológico-política a partir de Walter Benjamin
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Resumo
Este artigo apresenta uma leitura teológico-política da relação entre a linguagem e o direito a partir de Walter Benjamin, como resultado da pesquisa 'Os corpos da exceção'. Argumenta-se que o direito é a garantia da vida, mas somente como uma captura que intensifica a inevitabilidade dele e não as condições para dar forma a uma vida bem-sucedida. As decisões metodológicas correspondem ao que W. Benjamin (2013 e 2015) define como 'montagem'. Estas permitem, pelo menos, duas coisas: questionar os valores que o liberalismo democrático promove, já que este aumenta o poder do direito sobre a vida humana, e 'montar' diferentes perspectivas analíticas da obra de W. Benjamin para acabar com o efeito mítico do direito sobre os homens. A conclusão indica que foram extraídas da linguagem suas qualidades simbólicas, metafóricas e alegóricas; o direito se serve disso para aumentar a rede de culpabilidade que estende sobre a humanidade. Somente a linguagem restaurada poderá devolver a justiça e a capacidade de criar aos homens.