Violência e contingência sanitária pela covid-19 como apologia do estado de exceção permanente no México
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Resumo
Na história, quando uma crise que irrompe e permeia no estado 'normal' das coisas é apresentada, faz-nos refletir ou questionar sobre as mudanças geradas por essa transição, principalmente se esses ajustes são arbitrários. Os processos emergentes geram incerteza, portanto surgem leituras na sociedade (inclusive contraditórias) do sentido que tem a ordem social, econômica e política, produto da conjuntura. Por isso, o objetivo deste artigo é examinar a relação existente entre a violência no México, a contingência sanitária pela covid-19 e a instauração de regras de exceção, para poder explicar como funciona o poder hegemônico do Estado mexicano sobre os indivíduos. Em atenção a esse objetivo, foi realizada uma análise teórica a partir dos conceitos de estado de exceção, biopolítica e biopoder para esclarecer, sob uma perspectiva crítica, o uso do discurso institucional que justifica o estado de exceção a partir da violência histórica e conjuntural derivada do confinamento pela covid-19. O principal achado do texto é que a biopolítica, enquanto mecanismo discursivo vinculado ao âmbito jurídico, formaliza as funções e as ações das forças armadas no México para manter a segurança e a ordem ante a violência e a pandemia; por meio do biopoder, justifica sua função policial como método efetivo de enfrentamento. Contudo, o uso indiscriminado das regras de exceção pode fazer desaparecer a linha entre o legal e o ilegal.
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