O consumo como cenário para a 'forja de si mesmo' nas categorias corpo e saúde: um olhar a partir da psicologia humanista existencial
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Resumo
Este artigo reflete, de forma teórica, sobre os valores existenciais no consumo como fenômeno social. Foi definida, como referencial teórico, a psicologia humanista existencial e foi delimitada a análise do corpo e da saúde, categorias de interesse para a psicologia, para o marketing e para a publicidade. Recorreu-se à pesquisa qualitativa com uma revisão bibliográfica de tipo hermenêutico. Essas categorias remeteram à s noções de 'cuidado de si' e de 'forja de si mesmo', as quais são necessárias para que o homem se oriente, se for sua escolha, a uma 'boa vida'. Verificou-se, como linha temática vinculante, o limite como inerente à liberdade e à responsabilidade. Este estudo permitiu compreender que a 'forja de si mesmo' e o 'cuidado de si' estão delimitados dentro desse exercício do limite, da liberdade e da responsabilidade. Embora, nas categorias corpo e saúde, o homem de hoje tenha práticas para 'cuidar de si', estas estão permeadas pelas dinâmicas de mercado que o orientam a ter um corpo e uma saúde idealizados, medicalizados e funcionais para trabalhar e produzir, bem como experimentar o gozo hedônico que o escraviza e não necessariamente o leva a uma 'forja de si mesmo'.