Da peste gay ao barebacking sex: AIDS, biopolitica e risco em sáude
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Resumo
Neste trabalho buscaremos problematizar questões pertinentes a epidemia da AIDS, perpassando por discussões sobre a peste gay como metáfora, o sexo seguro e o preservativo como um dispositivo biopolítico, a deshomossexulização da epidemia, risco em saúde, finalizando com o barebacking sex. Essas discussões se tornam pertinentes, principalmente num momento em que a questões como riscos, controle e medicalização da saúde se constituem como temas importantes da atualidade e o histórico da epidemia da AIDS podem contribuir significativamente para o fomento de tais reflexões. Acreditamos que apesar de existirem 'estilos de vida escolhidos, eleições e condutas individuais pertencente ao âmbito do privado' que constituem dados a serem explicitados quando se fala em etiologia social das doenças e a da normalização das condutas e dos estilos de vida fazerem parte do próprio nascimento da medicina social; a existência das fronteiras do público e do privado, que convertem as políticas de saúde publica em intervenções coercitivas, sobre a vida privada de sujeitos considerados promíscuos, alienados, ou simplesmente irresponsáveis, devem ser repensadas, pois existem condições de vida que são impostas e não escolhidas e as características que configuram essa imposição, devem ser consideradas quando se faz uma programação de políticas públicas de saúde.
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Como Citar
Rodrigues de Paula, P. S., & Coelho de Souza Lago, M. (2014). Da peste gay ao barebacking sex: AIDS, biopolitica e risco em sáude. Ciencias Sociales Y Educación, 2(4), 43-67. https://revistas.udem.edu.co/index.php/Ciencias_Sociales/article/view/786