O poder do perdão e sua elaboração artesanal no campo restaurativo
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Resumo
As necessidades das pessoas que decidem participar de um processo restaurativo são múltiplas e diversas. O perdao devém como uma das possíveis buscas tanto de quem resolve pedi-lo como de quem a determinado a outorgá-lo. A indagação sore o polissémico e complexo sentido do ato do perdão em um processo restaurativo configura o objetivo desse artigo, e para isso se utilizará a metodologia qualitativa pretendendo começar a delinear alguns dos significados possíveis sobre o tema. A observação direta das intervenções restaurativas (mediações, círculos, reuniões familiares); entrevistas profundas dirigidas a quem tem vivenciado esses processos e aos facilitadores responsáveis das abordagens; e da análise de uma vastidão de documentos produzidos por grupos que estão a cargo desses procedimentos permitem afirmar que o perdão, enquanto consequência de um diálogo restaurador entre quem tem cometido um crime e quem tem sido vítima, configurase como um dos pilares mais importantes da Justiça Restaurativa, assim também transfigura a busca de quase todas as pessoas que participam em algum desses espaços. Igualmente, a construção de um processo adequado para pedir e receber perdão tornar-se um trabalho artesanal entre as partes e tem como objetivo principal recuperar a paz roubada. Embora o perdão não modifica nem borra o passado, porém tem uma interferência absoluta à futuro, uma vez que permite trabalhar a ferida causada pelo ofensor já não a partir da vergonha, senão da atenuação das emoções negativas e subministrar a chave a quem tem cometido a ofensa para encontrar um lugar novo no cenário vital. Nesse sentido, a análise sobre o perdão, em tanto vinculo bidirecional, cobra relevância para compreender o conceito na sua verdadeira essência e o papel que compre dentro da justiça restaurativa na transformação do futuro das pessoas.
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