Jules Michelet e A feiticeira: entre a neblina do visível e a corporeidade do prazer da escrita

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Hilderman Cardona-Rodas

Resumo

Este artigo apresenta algumas reflexões sobre o livro A feiticeira, publicado por Jules Michelet, em 1862, que põe em tensão o vínculo entre corpo, bruxaria, transgressão e sacrifício na figura da feiticeira, comadre ou bruxa da Idade Média. Para isso, recorre-se a diversos estudos que têm essa obra e a feiticeira como centro de seus interesses de reflexão, estabelecendo, neste artigo,
uma poética do sacrifício que sublima o Mal como intensidade de transgressão. A feiticeira é a mulher que está parcialmente oculta com todos seus encantos, ostentando um saber curar a partir da botânica da transgressão. Assim, a feiticeira-vítima que morre na fogueira mostra o pânico e o horror que uma cultura hegemônica experimenta diante da cultura popular que se faz corpo
no sacrifício em um processo inquisitivo, já que a bruxa tem consciência das potências mágicas do conhecimento que cura ou pode matar no vínculo entre botânica e medicina.

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Seção

Artículos

Biografia do Autor

Hilderman Cardona-Rodas, Universidad de Medellín, Colombia

Historiador y magister en historia de la Universidad Nacional de Colombia, doctor en antropologia de la Universitat Rovira i Virgili de Tarragona, Espana. Editor de la revista Ciencias Sociales y Educacion. Profesor de tiempo completo e investigador de la Facultad de Ciencias Sociales y Humanas de la Universidad de Medellin, Colombia.

Como Citar

Cardona-Rodas, H. (2019). Jules Michelet e A feiticeira: entre a neblina do visível e a corporeidade do prazer da escrita. Ciencias Sociales Y Educación, 8(16), 57-72. https://doi.org/10.22395/csye.v8n16a4

Referências

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